TECNOCRIS 1 FRASCO/AMPOLA 1 mg/ml - REFRIGERADO - ZODIAC (Sulfato de vincristina) VALIDADE: 01/2020

Código do produto: 7892953201732

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TECNOCRIS 1 FRASCO/AMPOLA 1 mg/ml - REFRIGERADO - ZODIAC Princípio Ativo: Sulfato de vincristina - ONDE COMPRAR


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TECNOCRIS 1 FRASCO/AMPOLA 1 mg/ml - REFRIGERADO - ZODIAC Laboratório Zodiac Referência Solução injetável Apresentação de Tecnocris 1 mg/mL. Embalagem com 1 frasco-ampola com 1 mL. USO INTRAVENOSO USO ADULTO E PEDIÁTRICO Tecnocris - Indicações Tecnocris® pode ser utilizado como quimioterapia combinada na leucemia linfóide aguda, Doença de Hodgkin, linfomas malignos não Hodgkin (tipos linfocíticos, de células mistas, histiocíticos, não diferenciados, nodulares e difusos), rabdomiossarcoma, neuroblastoma, tumor de Wilms, sarcoma osteogênico, micose fungóide, sarcoma de Ewing, carcinoma de cervix uterino, câncer de mama, melanoma maligno, carcinoma “oat cell”de pulmão e tumores ginecológicos de infância. Pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática verdadeira, resistentes ao tratamento convencional, podem ser beneficiados com o uso desse medicamento. Tecnocris®, também poderá ser utilizado nos esquemas de múltiplas drogas para o tratamento de algumas neoplasias pediátricas, tais como: neuroblastoma, sarcoma osteogênico, sarcoma de Ewing, rabdomiossarcoma, tumor de Wilms, doença de Hodgkin, linfoma não Hodgkin, carcinoma embrionário de ovário e rabdomiossarcoma de útero. Contra-indicações de Tecnocris Tecnocris® é contra-indicado em pacientes hipersensíveis à algum componente da fórmula, e em pacientes que apresentam a forma desmielinizante da Síndrome de Charcot-Marie Tooth. Deve-se dar atenção especial às condições relacionadas nos itens Advertências e Precauções. Advertências Tecnocris® deve ser administrado exclusivamente por via intravenosa, não devendo ser administrado por via intramuscular, subcutânea ou intratecal. A administração intratecal de Tecnocris® é fatal. Tecnocris® deve ser administrado por profissional experiente e é extremamente importante que a agulha ou catéter estejam corretamente inseridos na veia antes que qualquer quantidade de Tecnocris® seja administrada. No caso de administração intratecal acidental de Tecnocris®, deve-se fazer intervenção neurocirúrgica imediata para prevenir paralisia ascendente que leve à morte. Em pequeno número de pacientes, a paralisia com risco de morte subsequente foram evitadas, mas resultaram em sequelas neurológicas devastadoras, com recuperação limitada posteriormente. Em adultos, a paralisia progressiva foi estabilizada pelo seguinte tratamento, iniciado imediatamente após a injeção intratecal: - Remoção da quantidade máxima possível do líquido cefalorraquidiano, retirado com segurança através da punção lombar. - Inserção de um catéter epidural no espaço sub-aracnóide, via espaço intervertebral acima da punção lombar e irrigação do líquido cefalorraquidiano com lactato de Ringer. - Assim que possível, infundir 25 mL de plasma fresco congelado a cada litro de solução de lactato de Ringer. - Inserção de um dreno intraventricular ou catéter por neurocirurgião e continuação da irrigação do líquido cefalorraquidiano com fluído removido da punção lombar, conectado a um sistema fechado de drenagem. A solução de lactato de Ringer deve ser administrada através de infusão contínua a 150 mL/hora quando o plasma fresco congelado for adicionado. - A taxa de infusão deve ser ajustada para manter o nível de proteína no líquido cafalorraquidiano em 150 mg/dL Pode-se também utilizar as seguintes medidas mas não são essenciais: - 10 mg de ácido glutâmico, via intravenosa, por 24 horas, seguidos por 500 mg três vezes ao dia, via oral, por um mês. - ácido folínico administrado por via intravenosa em forma de bolus de 25 mg a cada 6 horas por uma semana. - piridoxina (vitamina B12) tem sido utilizada na dose de 50 mg a cada 8 horas, por infusão intravenosa por 30 minutos. Essas ações na redução da neurotoxicidade ainda não são claras. Como Tecnocris® parece não atravessar a barreira hematoencefálica em concentrações adequadas, aconselha-se a utilização de drogas mais específicas no caso de leucemia do Sistema Nervoso Central. Em pacientes com distúrbios neurológicos concomitantes, deve-se dar atenção especial à posologia, objetivando minimizar possíveis reações adversas; o mesmo se aplica quando da utilização concomitante de drogas potencialmente neurotóxicas. É necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática e icterícia ou recebendo radiações no fígado. O uso associado de mitomicina C com os alcalóides da vinca pode desencadear reações como broncoespasmo e dispnéia aguda, que pode ocorrer dentro de minutos ou várias horas após a administração da droga. Pode ocorrer dispnéia progressiva que necessite de terapia crônica e neste caso, Tecnocris® não deve ser readministrado. Em caso de contato acidental dos olhos com Tecnocris®, pode ocorrer irritação grave e ulceração de córnea, recomendando-se, portanto, que o olho atingido seja lavado imediata e vigorosamente com água. Uso na gravidez de Tecnocris Uso durante a gravidez: Tecnocris® pode causar dano fetal quando administrado em pacientes grávidas. Após administração de Tecnocris®, 23 a 85% dos fetos de camundongos e hamsters foram reabsorvidos, sendo produzida malformação fetal em todos os sobreviventes. Foram administradas a 5 macacas, dose única de Tecnocris® entre os dias 27 e 34 de gravidez. Três dos fetos foram normais e a termo e dois fetos viáveis e a termo apresentaram malformação evidente. Em diversas espécies animais, o Tecnocris® pode induzir efeitos teratogênicos, bem como embrioletalidade com doses não tóxicas ao animal grávido. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Se esta droga for usada durante a gravidez, ou se a paciente engravidar enquanto estiver recebendo o medicamento ela deverá ser alertada do risco potencial ao feto. Mulheres com capacidade reprodutiva devem ser aconselhadas a evitar a gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação do médico ou do cirurgião-dentista. Uso durante a lactação: Não há estudo que comprove que o Tecnocris® seja excretado pelo leite, porém, pelo seu potencial em causar reações adversas graves em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar ou não a amamentação ou o tratamento levando-se em consideração a importância da droga para a mãe. Uso em idosos: O médico deve avaliar a necessidade do tratamento em idosos visto que esses pacientes são mais suscetíveis as reações adversas. Interações medicamentosas de Tecnocris Deve-se ter cautela com pacientes que estejam utilizando medicamentos que inibam o metabolismo de isoenzimas hepáticas do citocromo P450, sub família CYP3A, ou em pacientes com disfunção hepática. A administração concomitante de Tecnocris® e itraconazol (inibidor do metabolismo) causou início prematuro e/ou aumento da gravidade dos efeitos adversos neuromusculares. O uso concomitante de Tecnocris® com fenitoína pode causar redução dos níveis sanguíneos do anticonvulsionante e conseqüente aumento da convulsão e o ajuste de dose pode ser necessário baseado na monitoração do nível sanguíneo. A contribuição do Tecnocris® para essa interação com fenitoína não é certa. Tecnocris® pode interagir com os seguintes medicamentos: Alopurinol, colchicina, probenecida e sulfimpirazona: provoca um aumento da concentração sérica de ácido úrico. Torna-se necessário, portanto, um ajuste da dose dessas substâncias para se evitar uma possível nefropatia. Asparginase: pode acarretar neurotoxidade. Aconselha-se que, quando da necessidade de associação com Tecnocris®, a asparginase seja administrada após o Tecnocris®. Bleomicina: o uso de Tecnocris® associado com a bleomicina facilita a ação da bleomicina, pois interrompe o ciclo celular na fase de mitose. Medicamentos que produzem discrasia sangüínea, depressores da medula óssea e radioterapia: o uso simultâneo com o Tecnocris® pode potencializar a ação depressora sobre a medula óssea. Doxorrubicina: o uso com Tecnocris® e prednisona acarreta maior depressão medular, não sendo aconselhável esta combinação. Medicamentos neurotóxicos e irradiação da medula: pode levar a uma neurotoxicidade auditiva. Vacinas com vírus vivos: como os mecanismos de defesa estão diminuídos, o uso simultâneo de vacinas com vírus vivos pode acarretar uma replicação desses vírus, aumentar os eventos adversos da vacina e/ou diminuir a resposta humoral do paciente à vacina. A imunização de pacientes em tratamento com Tecnocris® só deverá ser realizada com a autorização do médico quimioterapeuta responsável e após uma avaliação do quadro hematológico do paciente. O intervalo de tempo entre a interrupção dos medicamentos que produzem imunossupressão e a recuperação da capacidade de resposta à vacina depende do agente utilizado, de sua intensidade e da enfermidade subjacente, entre outros fatores e estima-se em aproximadamente 3 meses a 1 ano. Os pacientes com leucemia em fase de remissão não devem receber vacinas com vírus vivos até pelo menos 3 meses após a última quimioterapia. Além disso, a imunização com vacinas orais de poliovírus devem ser adiadas naquelas pessoas em contato direto com o paciente, especialmente os membros da família. Reações adversas / Efeitos colaterais de Tecnocris Antes da utilização de Tecnocris®, pacientes e familiares devem ser alertados quanto a possibilidade de ocorrência de eventos adversos pelo uso do próprio medicamento e suas associações. Essas reações geralmente são reversíveis e dose-dependentes. O evento adverso mais freqüente é a alopécia e os mais desagradáveis são os distúrbios neuromusculares. Quando são utilizadas doses únicas semanais, as reações adversas tipo leucopenia, dor neurítica, obstipação e dificuldade para caminhar são geralmente de curta duração (duram menos do que sete dias). Quando a dose é reduzida, estas reações diminuem de intensidade ou desaparecem. Elas parecem aumentar quando o total da droga é administrado em doses fracionadas. Outras reações como perda de cabelo, parestesia, descoordenação motora, diminuição das sensações, diminuição dos reflexos tendinosos profundos e cansaço muscular podem persistir durante todo o período de tratamento. A disfunção generalizada sensorial e motora pode agravar-se progressivamente com a continuação do tratamento. Na maioria dos casos, as reações adversas desaparecem por volta da sexta semana após a suspensão do tratamento; porém em alguns pacientes, as dificuldades neuromusculares podem persistir por períodos mais prolongados. O cabelo pode voltar a crescer durante a terapia de manutenção. Neurológicas: a neurotoxicidade é o efeito mais comum dose-limitante. Freqüentemente há uma seqüência no desenvolvimento das reações adversas neuromusculares. Inicialmente são observados apenas diminuição sensorial e parestesia. Continuando-se o tratamento, pode aparecer dor neurítica e posteriormente motora. Não foi desenvolvida ainda alguma droga que possa reverter as manifestações neuromusculares que acompanham a terapia com sulfato de vincristina. Perda de reflexos tendinosos profundos, queda do pé, ataxia e paralisia foram relatados com a continuação do tratamento. Manifestações no nervo craniano, incluindo paralisia isolada e/ou paralisia dos músculos controlados pelos nervos cranianos motores podem ocorrer na ausência de insuficiência motora; os músculos extra-oculares e laríngeos são os mais comumente envolvidos. Dor maxilar, na faringe, nas glândulas parótidas, nos ossos, nas costas, nos membros inferiores e superiores e mialgias foram relatadas, podendo ser graves as dores dessas áreas. Foram relatadas convulsões, freqüentemente com hipertensão, em poucos pacientes que estejam recebendo sulfato de vincristina. Em crianças foi observados convulsões seguido de coma. Foram relatados também cegueira cortical transitória e atrofia óptica com cegueira. Hipersensibilidade: casos raros de reações tipo alérgicas, como anafilaxia, erupção e edema, relacionadas a pacientes que receberam vincristina como parte da poliquimioterapia. Gastrintestinais: pode ocorrer obstipação, cólicas abdominais, perda de peso, náuseas, vômitos, ulcerações orais, diarréia, íleo paralítico, necrose e/ou perfuração intestinal e anorexia. A obstipação pode ocasionar bloqueio do colo ascendente e, no exame físico o reto pode encontrar-se vazio. A dor abdominal ou cólica, na presença de um reto vazio, pode confundir o médico. Uma simples radiografia do abdomen é útil para demonstrar essa condição. Todos os casos responderam ao tratamento com laxativos e enemas. Recomenda-se um regime profilático rotineiro contra a constipação para todos os pacientes recebendo sulfato de vincristina. Pode ocorrer íleo paralítico, mimetizando o “abdomen cirúrgico”, particularmente em crianças pequenas. Este quadro recupera-se com a interrupção temporária do medicamento e com tratamento sintomático. Renais: foram relatadas poliúria, disúria e retenção urinária devido à atonia da bexiga. Outras drogas conhecidas por causarem retenção urinária (particularmente em idosos) devem, se possível, ser temporariamente suspensas durante os primeiros dias após a administração de sulfato de vincristina. Hematológicas: o sulfato de vincristina parece não exercer qualquer efeito constante ou significativo sobre as plaquetas ou hemácias. A depressão grave da medula óssea não é geralmente o maior fator dose-limitante. Contudo, foram relatadas anemia, leucopenia, e trombocitopenia. A trombocitopenia, se presente quando a terapia com sulfato de vincristina é iniciada, pode melhorar efetivamente antes do aparecimento da remissão da medula. Cardiovasculares: hipertensão e hipotensão foram relatados. Quimioterapia que inclui o sulfato de vincristina quando administrada a pacientes previamente tratados com radioterapia do mediastino foi associada a doenças coronárias e infarto do miocárdio. A causalidade não foi estabelecida. Endócrinas: ocorrências raras de uma síndrome atribuída à secreção inadequada de hormônio anti-diurético foi observado em pacientes tratados com sulfato de vincristina. Essa síndrome é caracterizada por uma alta excreção de sódio na urina, na presença de hiponatremia, e na ausência de: doença renal ou adrenal, hipotensão, desidratação, azotemia e edema clínico. Com a restrição hídrica, ocorre melhora na hiponatremia e na perda renal de sódio. Pele: alopécia e erupções Outras: febre e dor de cabeça Tecnocris - Posologia As doses usuais de Tecnocris® são: Adultos: a dose usual é de 0,4 a 1,4 mg/m2/semana ou 0,01 a 0,03 mg por Kg de peso como dose única a cada 7 dias. Para adultos com bilirrubina acima de 3 mg/mL as doses devem ser reduzidas em 50%. Crianças: a dose usual é de 1,5 a 2 mg/m2/semana. Para crianças com 10 kg ou menos a dose é de 0,05 mg/kg/semana. Para crianças com bilirrubina acima de 3 mg/mL as doses devem ser reduzidas em 50%. Pacientes com insuficiência hepática: a dose inicial deve ser de 0,05 a 1 mg/m2. As doses seguintes serão ajustadas de acordo com a tolerância do paciente. Idosos: são mais propensos aos efeitos neurotóxicos. Quando associada à L-asparginase, a dose de Tecnocris® deverá ser administrado entre 12 e 24 horas antes da enzima, com o objetivo de evitar-se uma diminuição da excreção hepática da vincristina, com conseqüente aumento de sua toxicidade. Superdosagem A superdose de Tecnocris® pode acarretar uma exacerbação, às vezes fatal, das reações mencionadas anteriormente, uma vez que estas reações tóxicas são dose-relacionadas. Houve morte em crianças menores que 13 anos após receberem 10 vezes a dose recomendada de Tecnocris®. Podem ocorrer sintomas graves nesse grupo de pacientes após doses de 3 a 4 mg/m2. Podem ocorrer sintomas graves em adultos após doses únicas de 3 mg/m2 ou mais . Em caso de superdose, as seguintes medidas devem ser tomadas: - Prevenir a síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético, diminuindo a oferta de líquidos e, nos casos indicados, utilizar diuréticos que atuem sobre o túbulo distal ou alça de Henle; - Prevenção da convulsão pela administração de fenobarbital em doses anticonvulsivantes; - Prevenção do íleo paralítico através de enemas. Em alguns casos torna-se necessária a descompressão do trato gastrintestinal; - Controle cuidadoso do sistema cardiovascular; - Realização de hemograma diário para controle e verificação da necessidade de transfusões; - Administração de ácido folínico de 50 a 100 mg por via endovenosa a cada 3 horas por um período de 48 horas, a seguir a cada 6 horas por mais um período mínimo de 48 horas. O uso do ácido folínico não dispensa as medidas de apoio mencionadas acima. É previsto que os níveis teciduais teóricos de sulfato de vincristina permaneçam significativamente elevados por, no mínimo, 72 horas A maior parte de uma dose intravenosa de Tecnocris® é excretada na bile após uma rápida ligação com os tecidos. A hemodiálise parece não auxiliar no tratamento da superdose já que uma quantidade muito pequena da droga aparece no líquido de diálise. Pacientes com doença hepática, que diminui a excreção biliar do medicamento, podem apresentar um aumento na gravidade das reações adversas. O aumento da excreção fecal de vincristina, administrada parenteralmente, foi demonstrado em cães pré-tratados com colestiramina. Não há dados clínicos publicados sobre o uso da colestiramina como um antídoto em humanos. Não há dados clínicos publicados sobre as conseqüências de ingestão oral de vincristina. Se ocorrer ingestão oral, o estômago deve ser esvaziado, seguido de administração oral de carvão ativado e catártico. Características farmacológicas Tecnocris® é um agente quimioterápico útil para o tratamento de neoplasias e pertence a classe dos produtos naturais pois é um alcalóide obtido de uma planta florescente comum, a pervinca (Vinca rosea Liné). Conhecida originalmente como leucocristina, tem sido designada também como LCR e VCR. A relativa baixa toxicidade da vincristina para as células normais de medula óssea torna-a uma droga extraordinária dentre as drogas antineoplásicas, sendo frequentemente utilizada em associação quimioterápica com outros agentes mielosupressores. Farmacodinâmica Os alcalóides da vinca são agentes que atuam especificamente sobre o ciclo celular, bloqueando a mitose com interrupção da metáfase. Esta ação biológica da vincristina pode ser explicada por sua habilidade em unir-se especificamente com a tubulina, que é um componente chave dos microtúbulos celulares que dão origem ao esqueleto celular. A união da vincristina com os túbulos é complexa e diferentes sítios moleculares estão envolvidos. O fato mais evidente é que a inibição da formação completa de tubulina acarreta uma dissolução dos microtúbulos, uma inibição da formação do fuso mitótico e interrupção da mitose na metáfase. Além desta ação chave sobre a formação do fuso mitótico, há evidências de que a vincristina também tenha outras ações como: aumento da síntese do AMP cíclico, em ratos; modificação no transporte de cálcio calmodulina-dependente; redução da incorporação da uridina para a síntese do RNA transportador; bloqueio na incorporação de fosfolipídeos. Entretanto, ainda não existem relações muito claras entre estas ações e a sua aplicação na prática clínica. Somente a inibição da formação da tubulina está relacionada com a atividade citotóxica da vincristina e é possível que certas atividades sobre o SNC ou transmissão neuromuscular, que envolvam a formação de microtúbulos, possam também ser afetadas por este derivado alcalóide da vinca. Apesar da similaridade estrutural entre os derivados da vinca, não se observou uma resistência cruzada entre eles. Recentemente, entretanto, a atenção tem sido voltada para o fenômeno pleiotrópico da resistência das drogas, na qual as células tumorais apresentam resistências cruzadas com uma ampla gama de agentes não similares. Assim, células de tumores animais e humanos que apresentam uma resistência cruzada aos alcalóides da vinca, às epipodofilotoxinas, às antraciclinas, dactinomicina e com a colchicina têm sido identificadas. Alterações cromossômicas que consistem em amplificação do gene têm sido observadas. Existem, todavia, relatórios de que os agentes bloqueadores dos canais de cálcio, como o verapamil, podem reverter a resistência para a vincristina e doxorrubicina. A quimioterapia do câncer envolve o uso simultâneo de diversas drogas. Já que estas drogas possuem toxicidade e mecanismo de ação característicos, a associação deve ser feita de maneira que o aumento do efeito terapêutico ocorra sem adição de toxicidade. Raramente encontram-se resultados igualmente satisfatórios com o tratamento com apenas uma droga. Assim, Tecnocris® é escolhido freqüentemente como parte de uma poliquimioterapia pela ausência de supressão significante de medula óssea (em doses recomendadas) e pela sua toxicidade clínica característica. Farmacocinética Não há ainda dados conclusivos sobre a absorção oral da vincristina. Nas doses clínicas usuais, a concentração plasmática é de 0,4 M. Após a administração intravenosa em animais, as concentrações tissulares são muito maiores do que as concentrações séricas. A droga é excretada principalmente pelo fígado e através da bile. No rato, após a administração intraperitoneal da vincristina, observou-se um pico de concentração sérica após 3 horas de administração, com uma meia-vida plasmática de 15 e 75 minutos. Após a administração intravenosa em humanos, a curva de eliminação plasmática é compatível com o modelo tricompartimental, apresentando meias-vidas inicial, intermediária e final ao redor de 5 minutos, 2 horas e 18 minutos, e 85 horas, respectivamente. Como ficou demonstrado em animais, o fígado é o maior órgão excretor (67%), cerca de 80% da dose administrada é eliminada nas fezes e o restante (10-20%) na urina. Após 15 a 30 minutos da administração intravenosa, mais de 90% da droga já se encontra nos tecidos, onde permanece localizada mas não irreversivelmente ligada. A vincristina liga-se às proteínas plasmáticas (75%) e concentra-se extensivamente nas plaquetas e, em menor quantidade, nos leucócitos e eritrócitos. Resultados de eficácia Em estudo clínico publicado no JCO, a combinação de vincristina com prednisona foi superior à utilização isolada de melphalan em termos de sobrevida no tratamento do mieloma múltiplo inicial. A utilização de protocolos contendo carboplatina e vincristina é eficaz no tratamento de gliomas de baixo grau progressivo recém diagnosticados em crianças. Modo de usar Tecnocris® deve ser aplicado exclusivamente por via intravenosa em intervalos semanais. A utilização da administração por via intratecal é fatal. A aplicação de Tecnocris® deve ser realizada apenas por profissionais experientes no uso de drogas citostáticas. Deve-se ter extrema cautela no cálculo e administração da dose de Tecnocris®, pois a superdose geralmente acarreta reações adversas muito graves e até fatais. O cálculo da dose é feito de acordo com a doença e a necessidade de medicamentos associados. A neurotoxicidade parece estar relacionada com a dose. É extremamente importante certificar-se de que a agulha ou catéter estejam corretamente inseridos na veia antes que qualquer quantidade de Tecnocris® seja administrada. Caso ocorra extravasamento, pode ocorrer irritação considerável e a administração deve ser descontinuada imediatamente e qualquer porção restante da dose deve ser aplicada em outra veia. A injeção local de hialuronidase e a aplicação de calor local moderado na área do extravasamento ajudam a dispersar a droga minimizando o desconforto e a possibilidade de celulite. A infusão venosa deve ser evitada sempre que possível. O Tecnocris® deve ser administrado através de venólise ou catéter intacto tomando-se cuidado para que não haja furos ou vazamentos durante a administração. Não deve ser utilizado em pacientes que estejam recebendo radioterapia que inclui o fígado. A administração de Tecnocris® deve ser finalizada dentro de aproximadamente 1 minuto. As práticas usuais de quimioterapia antineoplásica envolvem o uso simultâneo de várias drogas. Portanto, para obter-se o efeito terapêutico desejado sem aumentar os efeitos tóxicos, deve-se selecionar drogas com diferentes mecanismos de ação e diferentes graus de toxicidade clínica. Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco Uso em idosos: O médico deve avaliar a necessidade do tratamento em idosos visto que esses pacientes são mais suscetíveis as reações adversas. Armazenagem Conservar o produto sob refrigeração (2º - 8ºC) e proteger da luz. A solução resultante poderá ser armazenada em geladeira por 14 dias sem perda significativa de sua ação. Tecnocris® pode ser diluído em água destilada ou soro fisiológico em concentrações de 0,01 a 1 mg/mL. Tecnocris® não deve ser misturado no mesmo recipiente com qualquer outra medicação antes ou durante sua aplicação. Não utilizar soluções que alterem o pH (3,5 a 5,5) para mais ou para menos. Dizeres legais IV) DIZERES LEGAIS VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA USO RESTRITO A HOSPITAIS Reg. MS - 1.2214.0017 Resp. Tec.: Dra. Maria Rita Maniezi - CRF-SP nº 9.960-SP Fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda. Av. Vereador José Diniz, 3.465 - São Paulo - S.P. Distribuído por: ZODIAC PRODUTOS FARMACÊUTICOS S/A., subsidiária de Tecnofarma Internacional. Sede: Rua Suíça, 3.400 - Pindamonhangaba - SP C.N.P.J. 55.980.684/0001-27 - Indústria Brasileira SAC: 0800-166575

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